segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

VAIDADE DAS VAIDADES

          O Rei Salomão, filho de Davi, conseguiu nesta vida tudo que um mortal poderia almejar: riquezas, prazeres, mil mulheres, a sabedoria que pediu a Deus e essa lhe foi concedida. Foi o Rei e o homem mais sábio não apenas de Israel, quiçá do mundo, em todos os séculos. Esta palavra na Bíblia nunca tem a significação de desvanecimento e orgulho, mas quase sempre a de vacuidade, de vazio. A conhecida expressão ‘vaidade de vaidades’ literalmente quer dizer ‘sopro de sopros’, ou ‘vapor de vapores’ Eclesiastes 1.2:. Vaidade de vaidades, diz o Pregador; tudo é vaidade.. Em Isaías 41:29 Eis que todos são nada; as suas obras são coisa nenhuma; as suas imagens de fundição, vento e vácuo.e Zacarias 10.2, ‘vácuo’ e ‘vazios’ são a tradução de uma palavra que significa tristeza e iniqüidade e até há referência aos que são ovelhas sem pastor, que consolam por vaidade. 
           
          Como neste mundo, segundo o livro de Eclesiastes, tudo é vaidade, correr atrás do vento, até a sabedoria foi considerada loucura por Salomão, quando, possivelvemente, fez um balanço ou retrospecto da vida e viu que nada na terra tem o poder de preencher completamente a alma humana. Daí nascem e prosperam as angústias, tristezas, depressão e outros males que têm assolado a humanidade em todos os quadrantes do globo. Concluimos que, nem a sabedoria pode livrar o homem de coisa nenhuma, se não estiver sendo dirigido por Deus, pois Salomão envolveu com mulheres estranhas ao caminho de Deus, levianas, que o levaram à idolatria, portanto à perdição.
         
         Devemos nos afastar da vaidade que nos faz crer que somos melhores que os outros e que não precisamos da direção de Deus para agir, porque seria esse o nosso fim como ser humano que foi criado para adorar o Todo Poderoso, alçando-O ao seu lugar de pleno direito, o primeiro, conforme o primeiro mandamento do decálogo escrito pelas mãos divinas.
          Também e principalmente ao executar a obra de Deus, quer seja no templo, ou entre pessoas, devemos despir do sentimento de superioridade, porque homem nenhum merece louvor e glória e, sentindo-nos superiores, provamos que não somos merecedores dos dons com os quais Deus nos agraciou. Desse mau sentimento pode surgir a falsa humildade, que é tão ou mais perigosa que o orgulho, porque é uma mentira, uma enganação e ninguém consegue enganar a Deus, nem mesmo a si próprio.
                       A obra de Deus exige despojamento do ser humano de seus valores terrenos, doação, sem requerer nada em seu próprio benefício, pois o galardão na glória  é para aqueles que servem por amor e nunca por egoísmo, para ter prestígio no seu meio ou frente às assembléias. Deus sonda e conhece os corações e o que sabemos e aprendemos pela Palavra devemos colocar à disposição de outros, para que a obra divina se complete e se estabeleça.
          
         

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

E JESUS, IMEDIATAMENTE, SECOU A FIGUEIRA

                     No Evangelho de Marcos, cap. 10, vers. 45, Jesus explica  uma entre as funções principais de sua vinda na terra: Veio para servir e não para ser servido. Infelizmente, como os fariseus, no tempo de Jesus, as pessoas adoram teorizar sobre os grandes temas da humanidade, sobre os problemas que a afetam, sem, contudo, tentar, pelo menos, mover "um dedinho"  que seja,  para minorar aquela  situação desfavorável, pelo menos de um "próximo" que esteja mais próximo. Não dá para servir à distância, sem entrar em contato com as pessoas. Não dá para servir sem envolvimento pessoal. Serviço requer envolvimento. Amor, caridade, em seu sentido intrínseco, é diferente de filantropia, que é um termo genérico, que depende exclusivamente da doação material.
                      "Não tenho tempo como deveria", "não tenho estrutura psicológica", "sou fraco para essas coisas" e etc, são as desculpas clássicas de quem acha que não pode ou não quer mesm oabrir mão de seus privilégios, do conforto de sua cama, de sua rotina, que muitas vezes a está esmagando, tornando-a um ser inútil aos olhos de Deus e aos olhos de seu próximo.  Só teremos estrutura, só seremos suficientemente fortes, somente nos manteremos de pé, apesar dos tropeços, se, como galhos de uma enorme árvore, estivermos ligados ao tronco (Pai), recebendo a seiva abençoada que vem do criador e nos faz fortalecidos para erguer os que estão caídos.
               "Sem mim, nada podereis fazer..." são palavras de Jesus em João 15.5, então,  há vara que está dando fruto e há outras que não estão, assim, temos  necessidade de manter a vara limpa, para que ela dê mais frutos . Conhecemos a consequência da vara que não está frutificando. Ela serve somente para ser lançada no fogo e queimada. E, se não estamos frutificando, Jesus fez um alerta em: João 15.2: "Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto". Lembremos da passagem de Jesus,  onde o Mestre, cansado e faminto pediu à figueira que lhe desse um fruto e ela se negou, razão por que Jesus a amaldiçoou para que ela secasse e nunca mais frutificasse.
Podemos extrair duas lições desse episódio: Primeira, pertencemos a Cristo para darmos frutos para Deus (Rm 7.4). Segunda, a inexistência de frutos espirituais no crente comprova que não pode permanecer no meio do povo de Deus, portanto, é desarraigado de Cristo (Jo15.2). As obras não salvam, só Jesus salva, conforme preconiza as Escrituras, mas fomos formados e talhados para as boas obras, para andarmos segundo a vontade de Deus e se não estivermos fazendo parte do Reino, nossas obras serão mortas. Primeiro temos de buscar o Reino, para que nossos frutos sejam verdadeiros.
               Num mundo em que as pessoas gostam de ser servidas, Jesus nos apresenta um caminho melhor. Um caminho tão necessário para esta geração do EU em primeiro lugar.  "Isso me convém", "isso me interessa", "aquilo vair ser bom para minha vida"," isso pode me trazer algum ganho moral ou material" e por aí afora.
            Jesus propõe algo revolucionário: Seja servo. Dê de si mesmo para os outros. Coloque a mão nas feridas e alivie o outro da coceira ou da dor, lave o chão, cozinhe, lave os pés daquele que está impossibilitado de fazê-lo. Uma palavra falada na dose certa, no momento oportuno...  Isso não diminui ninguém, nem o torna menos importante. Jesus lavou os pés dos Apóstolos e o fez com amor e doação. É muito fácil amar o belo, os bem-nascidos, os "perfeitos" perante os olhos humanos, os de boa cabeça, os privilegiados da sorte, difícil é amar os menos favorecidos, fazer algo pelos desprivilegiados da sorte, os pequeninos de Deus.
             À luz disto,  eu entendo porque,  embora sejamos uma geração de pessoas tão voltadas para nós mesmos, que pensamos tanto em nós mesmos, ainda somos infelizes. Por que será?  Enquanto não nos dermos por inteiro, sem amarras, sem preconceitos, com todo o amor de que é possível ao ser humano, como reflexo da bondade do Deus vivo, seremos vítimas de nosso próprio egoísmo: essa torre de marfim, esse invólucro de cristal que nos põe a salvo do mundo, a serviço dos prazeres pessoais mundanos... Embora lutemos tanto pelos primeiros lugares, a alegria duradoura só é atingida quando descemos do pedestal e passamos a servir. É no serviço ao outro que encontramos realização.  O serviço voluntário, o dar sem esperar nada em troca, é a base da nossa verdadeira humanidade e felicidade.O servir tem as suas recompensas. Uma delas é a alegria. Servir faz bem para saúde e para o coração.
               Há uma grande diferença entre “ser salvo” e tornar-se discípulo de Jesus. A primeira diferença é que a salvação é de graça, mas a vida de discípulo tem um preço. Muitos querem apenas a salvação, mas não desejam seguir a Jesus como Ele ordenou.
            O instrumento aferidor para saber se alguém é discípulo de Cristo é o amor: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13.35). Portanto, coração e mãos à obra de Deus!

SUPORTAI-NOS, SENHOR!

O SENHOR NOS DEIXOU  A PAZ,
MAS INSISTIMOS NAS GUERRAS
CONTENDAS E PORFIAS.
ELE  NOS AGRACIOU
COM SEU INFINITO AMOR
E RETRIBUIMOS COM ULTRAJE
E DESOBEDIÊNCIA, RESULTANDO EM DOR.
ENSINOU-NOS O SENHOR
O DESAPEGO DAS COISAS TERRENAS,
POIS,  FOMOS COMPRADOS A PREÇO DE SANGUE
PELA PRATA EM  TRINTA MOEDAS.
ASSIM NOS MOSTROU SER O CAMINHO
 IDEAL E SUFICIENTE PARA SE CHEGAR A DEUS,
MAS PREFERIMOS  A CONTRAMÃO E O ATALHO,
VIELAS  TORTUOSAS QUE NOS CONDUZEM
À ETERNA CONDENAÇÃO.
O SENHOR PROVOU-NOS
QUE,  DA RESSURREIÇÃO RENASCE A VIDA,
MAS INSISTIMOS EM PERMANECER
NO VÍCIO DO ERRO, E EM  TUDO QUANTO
NOS AFASTA DA S ALVAÇÃO.
OLHAI POR NÓS, SUPORTAI-NOS
DEUS DOS EXÉRCITOS, NESTA RETA FINAL
 ONDE OS ESCOLHIDOS CAMINHAM
PARA O REINO, ENQUANTO OUTROS,
PARA A TOTAL E ETERNA DESTRUIÇÃO!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A HISTÓRIA DE RUTE

             Elimeleque, homem judeu, era um mercador bem sucedido. Casado com Noemi, tinha dois filhos varões, Malom e Quilion. Para fugir da fome que assolava Judá e da miséria vindoura, mudou-se com a família para Moabe.
            Rute era uma princesa moabita, estava insatisfeita com a idolatria de seu povo, pois conhecia e amava o Deus verdadeiro, razão por que abriu mão de tudo, inclusive do título e foi morar entre o povo ao qual admirava. Aproximando-se da família de Noemi, tornou-se amiga, até que o filho dela pediu a Rute em casamento, o que muito a alegrou. O segundo filho de Noemi também se casara com uma mulher moabita, Orfa.
          Passado um tempo, o esposo de Noemi morreu, bem como seus dois filhos, restando ela e suas duas noras. Sem hesitar, Noemi informou-lhes  que voltaria para sua terra, Belém de Judá, porque  soube que a fome em Israel havia terminado.  Disse  que não poderia forçá-las a ir consigo, pois, voltando para a casa de seus pais, poderiam encontrar outro marido e refazer suas vidas. Choraram em altos brados, pois não queriam a separação.
          Orfa, ainda que muito triste, acatou a sugestão e  apartou-se da sogra e seguiu seu caminho, voltando para seu povo e seus deuses. Rute, porém, chorou e implorou que a deixasse acompanhá-la, pois se apegara à sogra e o Deus de uma era o mesmo da outra, ou seja, o verdadeiro Deus.
           As duas chegaram à Terra Prometida em tempos de colheita da cevada. Por estarem exaustas da longa viagem e com fome, Rute deixou a sogra descansar e partiu para o campo mais próximo, procurando o que comer. Em Israel,  era costume dos ceifeiros  deixar algum cereal para que as pessoas pobres e viúvas pudessem apanhar. Rute  foi pegar cereal num campo que pertencia a Boaz, um parente de Elimeleque, pela direção de Deus, pois não o conhecia.
             Quando Boaz soube, através do feitor,  que aquela moça era nora de Noemi,  sendo ele parente de Eimeleque, recebeu-a com carinho e deixou que colhesse tudo de que precisasse, já que foi boa para com a sogra,  instando para que ela ficasse ali entre suas servas.
             Rute voltou para casa carregada de cereais, razão por que sua sogra bendisse o nome daquele que a havia ajudado e, ao saber o seu nome, alegrou-se ainda mais, por  ser seu parente próximo. Assim, Rute continuou na colheita do trigo e da cevada até que terminasse a sega.
             No último dia, Noemi sugeriu à Rute que, quando Boaz se deitasse para repousar,  ela descobrisse os pés do homem e deitasse ao seu lado e esperasse pelo que ele lhe dissesse. Ela assim procedeu e, quando ele deu pela presença da mulher, ela se fez reconhecer e pediu-lhe que a cobrisse com a capa. Rute informou a ele que deveria ser o seu resgatador e, na manhã seguinte, sem tocar nela, encheu a capa de cereais e despediu-a.
               O resgatador deveria ser um parente mais próximo, segundo o costume, que, comprando as terras que pertenciam à Noemi, deveria tomar a mão de Rute em casamento, mas o primeiro de direito não se interessou e transferiu a preferência a Boaz, que comprou a terra e recebeu a mulher para si. Dessa união, nasceu Obede, que foi pai de Jessé e avô do salmista e rei, Davi,  cuja dinastia seria perpetuada através do Rei-Messias, o Senhor e Salvador, Jesus Cristo.
             Essa história era tão querida e tão importante para a formação do povo bíblico que ela foi guardada e transmitida, oralmente, por vários séculos, até se tornar um documento escrito e incluído no livro sagrado de Israel.
            Naquele tempo, o povo procurava cumprir as formalidades externas da lei, sem procurar relacioná-la à vida humana e suas carências básicas, a saber: o amor, a bondade, a compaixão... Foi nesse momento, que o povo crente fez uso da história de Rute, para mostrar às pessoas que o amor é mais importante que a letra da lei.
             Essa narração mostra também que Deus cuida de nós, dirige-nos em nossos caminhos, por isso, devemos entregar a nossa vida para Deus, sem dúvidas e sem reservas, pois Ele sabe o que é melhor para nós, no tempo oportuno.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O AMOR É O MAIS IMPORTANTE

        
              O amor sempre existiu. Ele não teve começo e nunca terá fim. Sendo Deus um ser eterno, eternizado também é o amor, pois Ele é o amor em sua forma mais verdadeira e plena  e nunca se extinguirá.
               No mundo, vários são os que nos despertam amor, daí a diversidade de sentimentos que dele advém: amizade, companheirismo, simpatia, cordialidade, respeito, sinceridade, fidelidade e etc.  O amor dos pais pelos filhos, do pai para a mãe, dos filhos com relação aos pais, de amigo para amigo, das pessoas de uma mesma congregação ou sociedade, pessoas com quem nos afinamos e com quem gostamos de conviver.
                Devemos, também,  amar a humanidade como um todo, independente de raça, de credo, de nacionalidade e outras diferenças,  nos sentir irmanados de maneira cósmica, pois temos um Deus que está na guia, no comando de tudo  e que nos ama incondicionalmente. Ele não ama o pecado, mas ama ao pecador com toda a sua sagrada essência.
                 De acordo com a carta de Paulo ao povo de Corinto, "O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
                  Lendo essa passagem bíblica, podemos verificar que nem toda a forma de amor revela uma boa prática. Há quem se justifique, dizendo que fez algo de mal, pelo amor, até matar! Tamanha incoerência! Os frutos do amor se equivalem aos frutos do espírito que são:caridade (amor), gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.” Gálatas 5.19-23. Tais frutos se antagonizam com os frutos da carne que são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus."
                  A despeito disso, devemos sempre orar a Deus para que nos ensine a amar, na acepção cristã da palavra. Quantos enlaces são desfeitos porque não sabemos amar de verdade, ou pensamos que estamos amando e, basta um obstáculo, um passo em falso de uma das partes, para que seja o outro alijado de  coração, muitas vezes sem chances de uma explicação. Talvez  um problema financeiro mais sério que exija aperto no orçamento e, pronto, lá se foi o romance por água abaixo...
                   Ainda de acordo com a carta de São Paulo, "...O amor jamais acaba. Mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará..." No final dos tempos, quando Jesus vier buscar os seus eleitos, não haverá mais a necessidade de profecias, pois a derradeira ( o Apocalipse) estará se cumprindo e o dom das  línguas, que é dos menores dons, não fará nenhum sentido, já que a voz de Deus, através do  som da trombeta é que se fará ouvir de  um a outro canto da terra. A ciência é um conhecimento necessário ao homem na terra, mas se esgota também no final, por não mais ser necessárias as teorias mundanas.
                    "...Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Porém o maior deles é o Amor". Por que o amor seria o maior desses dons? Está muito claro o porquê: Devemos ter fé e professá-la enquanto aqui vivemos, mas, diante de Deus, não será mais necessária, pois a Verdade estará explícita a nossa frente. Em Hebreus 11-1, lê-se "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem. A esperança é própria do ser humano, principalmente na Salvação, que  deve ser constante em nosso dia a dia, uma meta em nossa vida terrena de aflições e sofrimentos. O amor é o único que permanecerá, pois continuaremos a amar a Deus infinitamente, com o mais puro dos amores, vez que, transformados, não haverá interferências humanas em nosso sentir.
                     Assim, que o Deus de misericórdia nos abençoe abundantemente, purificando a cada dia o nosso coração, para que possamos amá-Ló acima de todas as coisas e amarmos ao próximo com o amor praticado e pregado por Cristo, sem nada esperar em troca.
                   
                      
                  



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

AS OBRAS DA CARNE E FRUTOS DO ESPÍRITO

             Amados irmãos,



             Na Carta às igrejas da Galácia, Paulo fala no cap. 5-versos 16 a 26, sobre as obras da carne e os frutos do espírito. "Pelos frutos  conhecereis a árvore", então, o crente convertido deve procurar ser um exemplo de retidão, por não mais ser controlado pela natureza humana pecaminosa de antes. Porque, se houve um novo nascimento, o que era velho se fez novo, pelo menos, deveria ser sempre assim.
           Se estamos cheios do Espírito Santo, movidos pelo seu poder, seus frutos naturalmente devem fazer parte e serem revelados em nossa pessoa, como resultado de uma vida  transformada pelo mesmo Espírito.
             Paulo nos mostra o constraste entre o estilo de vida dos que ainda estão na carne e os que servem ao Espírito: viver na carne é ser dominado pelas paixões mundanas, desejos iníquos, e outras concupiscências.
            Muitos infelizmente acreditam que, sendo membros de uma igreja, tendo passado pelo batismo, e entregado a vida para Jesus, nao precisam de mais nada, que a salvação está garantida. Esses se esquecem de  que a coroa da vida será oferecida nos céus aos vencedores, e, não há vencedor sem luta e a luta do  crente é diária, contra as potestades e os principados do mal, que querem, a todo custo,  roubar de nós a premiação final. Conforme Paulo aos Gálatas, os que praticam as obras da carne não herdarão a salvação. O carater de Deus forja em nós o bem, mas o mal sempre está em nossa frente, precisamos de uma chuva de santidade.
          É importante lembrar que a natureza carnal pecaminosa que acompanha o ser humano desde o princípio deve ser vencida e eliminada na guerra espiritual que o cristão trava através do Esírito Santo. Deus nos dá toda a condição para vencermos essa batalha, basta decidirmos por isso. Se somos geração eleita do Senhor, iremos vencer todas as investidas do mal. 
           As obras da carne sâo: Prostituição:  imoralidade sexual de todas as formas, incluindo a pornografia. Impureza: atos pecaminosos, incluindo maus pensamentos. Lascívia: sensualidades e maus desejos. Idolatria: colocar nossa confiança em alguém ou objeto, a quem atribuímos poder igual ou superior a Deus. Feitiçarias: culto a espiritos, magia negra e adoração de demônios. Inimizades, Porfias: brigas por superioridade. Emulações: invejas, ressentimentos. Iras.  Pelejas: ambição egoísta e cobiça. Dissenções: disseminar conceitos na congregação sem respaldo na Palavra de Deus. Heresia: divergência em ponto de fé, blasfêmia. InvejasHomicídios. Bebedices. Glutonarias: comer e beber de maneira extravagante e exagerada.
               Os frutos do Espirito são: Caridade: amor desinteressado. Gozo: alegria baseada no amor. Paz. Loganimidade: paciência, tardio em irar-se. Bondade. . Mansidão: nos submeter quando necessário. Temperança: domínio próprio. 
                Devemos escolher o cultivo dos frutos do espírito que nos garantem uma vida de paz, prosperidade espiritual, afastados do mal e cada vez mais próximos do bem, porque "a letra mata, mas o espírito vivifica" e o Espírito representa a nova aliança de Cristo, revelada através do Santo Espírito e gravada indelevelmente em nossos corações.
               
           

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

OBEDECER É MELHOR QUE SACRIFICAR

                     No Antigo Testamento, conhecemos várias passagens em que  homem oferece sacrifícios a Deus, através da imolação de cordeiros, holocautos que tinham por finalidade agradar ao Senhor, ou mesmo para expiação de pecados. Através do espargimento do sangue sobre o altar nos templos, também se promovia a remissão dos pecados. Os israelitas assim agiam em seus rituais e se sentiam lavados por aquele sangue, seus sacerdotes  e os patriarcas usavam o sangue animal para purificar e santificar seus altares.
              Numa das mais belas passagens do antigo livro, Abraão oferece ao Senhor, conforme mandamento do próprio Deus, seu único e amado filho, Isaque, em holocausto ao Deus vivo de Israel, como prova de seu amor e fé irrefutáveis. Conforme Deus considerou bastante o sacrifício quase executado, impediu o seu servo de consumá-lo, quando preparou um cordeiro para o sacrifício agradável a Ele. Sabemos que Deus não tenta o homem para o mal, apenas quis, em sua sabedoria, deixar-nos a todas as futuras gerações, esse exemplo de total fidelidade.
                  Deus, em sua infinita sabedoria, conhecia a dimensão e profundidade da dor a que foi submetido seu servo, mas quis contar com esse exemplo supremo para que compreendêssemos onde  o amor a Deus pode nos levar. Seriamos capazes de oferecer um ser amado para ser morto em tais circunstâncias? 
                  Esse mesmo Deus que impediu o sacrifício de Isaque para poupar seus filhos é o mesmo que, no Novo Testamento ofereceu Seu único filho, Jesus, que , se fez humano, sentindo toda a humilhação,  dor física e moral, para nos redimir de nossos pecados e nos presentear com a salvação. 
              "Na ocasião em que Deus deu a sua Lei aos israelitas, estes se comprometeram a acatar os termos dela. (Êx 24:3) Todavia, por serem descendentes do pecador Adão, não conseguiram fazer isso perfeitamente. Por este motivo, passaram a estar sob a maldição da Lei. Para remover deles esta maldição especial, Jesus tinha de ser pendurado numa estaca como se fosse um criminoso amaldiçoado. Sobre isso escreveu o apóstolo Paulo: “Todos os que dependem de obras da lei estão sob maldição; porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele que não continuar em todas as coisas escritas no rolo da Lei, a fim de as fazer.’ . . . Cristo nos livrou da maldição da Lei por meio duma compra, por se tornar maldição em nosso lugar, porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele pendurado num madeiro.’” — Gál 3:10-13."
                      Diferentemente de Isaque, Jesus não foi poupado, foi crucificado e morto sob a maldição da Lei, para que, pela sua graça, possamos adentrar ao Reino que nos foi preparado e que não pode ser alcançado através de sacrifícios, mas de obediência. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, é o cumprimento do mandamento maior e uma prova de obediência à vontade de Deus para nossa vida.
                      Fomos comprados a preço de sangue, fomos justificados por ele e nenhum pecado prevalecerá sobre os que tiveram as vestes lavadas no sangue do Cordeiro.
                        Assim como Deus pôs Abraão à prova, também nossa fé e paciência são provadas, resultando em Perseverança. (Ver Tiago 1:2, 12 e Deuteronômio 8:2.